
A justificativa é o aumento dos assaltos aos prédios de luxo. Em menos de um ano, mais de 20 condomínios sofreram arrastões na capital paulista.
Na tentativa de se proteger ou de pelo menos criar uma sensação de proteção contra a violência urbana, as camadas da população brasileira com mais recursos financeiros vão adotando soluções pontuais. Primeiro foram os carros blindados. Logo vieram as cercas eletrificadas e o aumento dos circuitos internos de TV em casas e prédios. Agora, os condomínios de alto padrão, em São Paulo, estão apelando para a chamada blindagem arquitetônica.
A justificativa é o aumento dos assaltos aos prédios de luxo. Em menos de um ano, mais de 20 condomínios sofreram arrastões, na capital paulista.
Resta saber se essas iniciativas de fato inibem a ação das quadrilhas especializadas. O fato é que 80% dos prédios novos, com apartamentos que custam mais de R$ 400 mil, já são construídos contando, por exemplo, com portas e guaritas de segurança blindadas.
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Comparação mostra a Praia da Macumba, no Rio de Janeiro, em 2007 e em 2009. Segundo Muehe, construções à beira mar impedem que a areia recue em direção ao oceano, tornando as praias urbanas mais fáceis de serem 'engolidas' pelo mar.
As cidades litorâneas do Brasil precisam se preparar para comprar areia. Muita areia. Segundo o pesquisador Dieter Muehe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a elevação do nível dos mares pelo aquecimento global pode obrigar os municípios a reporem as praias “engolidas” pelo oceano.
De acordo com Muehe, esse tipo de intervenção – comum em locais em que o mar causa muita erosão – pode se tornar cada vez mais necessária nas praias urbanas, pois nelas a areia não pode recuar em direção ao continente com a subida do nível do mar, já que na maior parte dos casos há muros ou ruas na beira da água.
O pesquisador, autor do estudo “Erosão e Progradação do Litoral Brasileiro”, publicado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2007, é considerado um dos maiores especialistas brasileiros no estudo do litoral.
Edifícios
Segundo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), da ONU, a elevação da temperatura do planeta pode causar um aumento entre 18 e 59 cm no nível do mar até 2100. A previsão, apesar já ser preocupante, é considerada modesta por muitos especialistas.
Além de garantir de volta a área usada pelos banhistas, preencher novamente as praias poderia proteger as construções litorâneas, segundo o pesquisador da UFRJ. “Se não for feito o aterramento, os muros que cercam as praias vão junto com a erosão e o mar vai começar a atingir os prédios”, explicou o especialista durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre nesta semana em natal.
Boa qualidade
Devolver a areia às praias, contudo, não será tarefa simples. “É necessário avaliar de onde tirar areia, já que a que vai ser colocada tem que ser parecida com a original”, avisa Muehe. A matéria-prima usada na construção, por exemplo, seria muito grossa, além de cara.
Uma possível fonte de areia de boa qualidade é a que fica próxima às praias, no fundo do mar, explica o pesquisador. “Uma área em que a areia pode ser retirada é a plataforma continental, mas não pode ser em profundidades maiores do que 10 metros, pois ficaria muito próximo à costa, e também não pode ficar muito longe, pois aí a areia começa a juntar com lama, com carbonato.”
Outro problema, explica o especialista, é que a obra teria que ser refeita de tempos em tempos, já que as ondas tenderão a levar a areia de volta para o mar.
Ventos
Muehe conta que não é apenas o aumento do nível do mar que pode interferir no desaparecimento de algumas praias. Com o aquecimento global, pode haver mudança de direção dos ventos, quebrando o equilíbrio natural de transporte de sedimentos no mar.
Outro fator que pode diminuir a areia nas praias é a construção de barragens nos rios, já que elas impedem as grandes enchentes, responsáveis por levar terra para o mar.
Em situações específicas, de acordo com Muehe, a elevação dos oceanos pode causar o aumento da faixa de areia. É o que pode acontecer se as ondas atingirem falésias – penhascos à beira mar, mais comuns no Nordeste Brasileiro. Nesse caso, a erosão poderá desgastar as rochas e aumentar a disponibilidade de areia. Isso só ocorreria, contudo, em locais onde não houvesse barreiras artificiais em volta da praia.
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Túnel Acústico, na Zona Sul do Rio, foi interditado à meia-noite para que a polícia fizesse a reconstituição do atropelamento de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães.
A Polícia Civil do Rio fez na madrugada desta terça-feira (27) a reconstituição do atropelamento que provocou a morte de Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães e do músico Raul Mascarenhas. A simulação aconteceu no Túnel Acústico, na Gávea, na Zona Sul, e durou mais de cinco horas.
O túnel foi interditado à meia-noite de segunda (26). O jovem que confessou ter atropelado o músico, os três rapazes que estavam com ele e dois amigos de Rafael, ambos skatistas, participaram da reconstituição. Dois irmãos do músico também acompanharam a reprodução simulada.
Os policiais militares que interceptaram o motorista envolvido no atropelamento do músico não foram chamados para participar da reconstituição. Eles cumprem prisão administrativa por 72 horas no batalhão do Leblon, na Zona Sul do Rio. Em depoimento, Roberto Bussamra, pai de Rafael Bussamra, contou que o filho foi coagido a pagar propina para os policiais.
O trabalho dos peritos e dos investigadores responsáveis pelo caso começou por volta de 0h30. Em seguida, o carro que atropelou o músico foi levado para o interior do túnel assim como os skatistas amigos de Rafael. De longe foi possível observar peritos trabalhando no local, inclusive tirando fotos. A reconstituição terminou por volta de 5h40. O túnel foi reaberto em seguida.
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Noivos são presos por policiais civis em casamento sítio em Magé, na Baixada Fluminense, neste sábado
Operação da Polícia Civil do Rio prendeu, até as 21h deste sábado (12), 14 pessoas de uma quadrilha que cometia fraudes com cartões de crédito. Ao todo, foram emitidos 26 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão por toda a região metropolitana da capital. Foram quatro meses de investigação. A comprovação dos crimes se deu por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.
O primeiro a ser detido na operação – batizada de “Não Tem Preço” – foi um carteiro, de 33 anos, na tarde deste sábado (12). Ele estava em seu apartamento, em Realengo, subúrbio do Rio, e não resistiu à prisão. Segundo a Polinter, ele é suspeito de ser a peça-chave na quadrilha. Ele é acusado de desviar cartões de crédito enviados pelos Correios.
O suspeito foi levado para a sede da Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat), que funciona como centralizadora da operação, no Leblon, zona sul do Rio. Também participam agentes das delegacias de Cargas, Entorpecentes, Armas e Explosivos, Roubos e Furtos de Automóveis, Polinter e da Coordenadoria de Recursos Especiais, a Core.
Por volta das 17h, um casal de noivos, alguns padrinhos e até convidados da festa foram presos num sítio em Magé, na Baixada Fluminense. Os noivos são apontados como os chefes do esquema de golpes contra a instituições financeiras e também a turistas, dentro da operação “Não Tem Preço”. Os noivos foram surpreendidos quando se casavam, mas os policiais esperaram a cerimônia acabar antes de dar voz de prisão. O grupo é suspeito de falsificar documentos, desbloquer os cartões e fazer compras que atingiram a cifra de R$ 5 milhões em seis meses. Os presos no sítio também foram levados para a Deat, no Leblon.
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Um homem de 63 anos foi flagrado por câmeras de segurança durante um ato de abuso sexual praticado contra uma criança de 4 anos em Itabuna (BA), a 426 km de Salvador. O sistema de uma loja de conveniência filmou o homem beijando a menina na boca várias vezes e dando dinheiro a ela.
À polícia, o homem disse que tudo não passou de uma “brincadeira”. Mas ele acabou preso, depois da denúncia feita pela família da criança, e será autuado por estupro, de acordo com o delegado que investiga o caso.
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Banco Central orienta pessoas a verificar marca d'água das cédulas.
Na principal rua comercial da cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, vendedores oferecem mercadoria ilegal na rua, durante o dia. Entre os produtos vendidos, há armas, remédios de uso controlado e dinheiro falsificado.
A venda de dinheiro falso é sempre feita do lado paraguaio, a poucos metros da fronteiracom o Brasil.
Na quinta-feira (13), um produtor do Fantástico conversou com um vendedor de dinheiro falsificado com uma câmera escondida. O homem mostra cédulasfalsas de R$ 50 e propõe cinco notas falsas por uma verdadeira. Ele diz ainda que é “mais fácil” passar o dinheiro fácil no Brasil.
No Instituto de Criminalísticade São Paulo, peritos fizeram uma análise da cédula. Na nota verdadeira, a impressão é em alto relevo. Na falsa, foi utilizada tinta comum e os falsificadores procuraram reproduzir a marca d’água e a sigla do Banco Central (BC) entre os números da nota.
“Como a coloração está muito boa e essa impressão é com alta qualidade de nitidez, o indivíduopode ser levado ao engano”, analisa a perita Luciana Quintanilha.
Quadrilhas presas:
Segundo a polícia, existem quadrilhas que se dedicam a fazer réplicas cada vez mais perfeitas. Na sexta-feira, 15 pessoas foram presas acusadas de fabricar dinheiro falso. Segundo as investigações, em seis meses, a quadrilha distribuiu R$ 2,5 milhões falsificados para estados do Nordeste e do Sudeste. No mês passado, em Rondônia, foram encontrados R$ 3,5 milhões falsificados dentro de um carro. Até agora, ninguém foi preso.
O destino das falsificações, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), é quase sempre o mesmo: grandes centros do país como São Paulo e Rio de Janeiro, e capitais como Goiânia e Cuiabá.
Segundo o Banco Central, a falsificação mais comum é feita com a cópia de cada lado da cédula e a utilização de uma fita que simula o chamado “fio de segurança”. Essa falsificação é considerada grosseira e de fácil identificação.
“Quase 99% são feitas com papel comum, então a textura é absolutamente diferente. Com a verificação da marca d’água (contra a luz), já dá pra você eliminar 90% da possibilidade de cair com uma nota falsa”, diz João Sidney, chefe do departamento de Meio Circulante do Banco Central.
Quem fabrica dinheirofalso no Brasil pode ser condenado a 12 anos de prisão. Também comete crime quem repassa as notas sabendo que elas não são verdadeiras. A pena é de até três anos de cadeia.
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Vera Lúcia é acusada de torturar criança de 2 anos que pretendia adotar.
O advogadoJair Leite Pereira, que defende a procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant’anna Gomes, afirmou na noite desta quarta-feira (12) que sua cliente pretende se apresentar à Justiça até a próxima sexta-feira (14). Vera é acusada de torturar uma menina de 2 anos que estava sob sua guarda provisória. Ela está foragida.
“A minha clientedeve se apresentar entre amanhã ou sexta-feira, ela esperou julgar a liminar para se apresentar. Eu já conversei com ela e disse que era o melhor a ser fazer. Ela está no Rio de Janeiro e está disposta em ajudar nas investigações”, afirmou o advogado.
No último dia 5, o juizGuilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal da capital, decretou a prisão preventiva da procuradora. Policiais estiveram no apartamento de Vera Lúcia, em Ipanema, na Zona Sul, mas ela não foi encontrada. Os agentes também foram à casa da procuradora em Búzios, na Região dos Lagos.
Jair Leite informou, ainda, que vai entrar com um requerimento pedindo ao juiz a reconsideração da prisão: “Assim que ela se entregar eu vou apresentar esse documento ao juiz responsável, e ele deve decidir na hora. Eu espero que ele aceite o meu pedido”, completou.
O Disque-Denúnciajá recebeu, até a tarde desta quarta-feira (12), 35 informações sobre o paradeiro de Vera Lúcia. O número de denúncias cresceu depois da divulgação de um cartaz com a foto da procuradora aposentada, na terça-feira (11). As informações estão sendo repassadas para a polícia.
Equipes da 13ª DP (Ipanema) já estiveram em vários endereços no Rio nesta quarta-feira, mas ainda não localizaram a procuradora. Na segunda-feira (10), a Justiça negou a liminar que pedia a revogação da prisão da procuradora.
Quem tiver informação sobre o paradeiro de Vera Lúcia Gomes pode ligar para (21) 2253-1117.
A Justiçaainda julgará o mérito do pedido de habeas corpus feito pelo advogado Jair Leite Pereira, mas o Tribunal de Justiça não informou quando será o julgamento. O advogado afirmou que o julgamento do mérito deve acontecer até a próxima semana, na 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
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Carros eram roubados no Paraguai e trazidos para o Brasil, onde podiam circular livremente (Foto: Emilio Santana)
Carros de luxoavaliados em até R$ 120 mil eram vendidos no Brasil por valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. A “promoção”era resultado da ação de uma quadrilha que resolveu inovar e em vez de roubar os veículos no Brasil e levá-los para o Paraguai fazia exatamente o contrário. De acordo com as investigações do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, há cerca de 5 mil carros circulando no país nessas condições.
Sete carrosjá foram apreendidos e permanecem na sede do Deic, na Zona Norte de São Paulo, onde foram apresentados na tarde desta segunda-feira (10). Segundo o delegado Adalberto Henrique Barbosa, do Deic, os proprietários vivem na região de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e na capital. Eles devem responder por receptação e uso de documentos falsos – crimes que podem resultar em dez anos de prisão.
Normalmente, carros roubados no Brasil são levados ao Paraguaionde são trocados por armas ou drogas, afirma o delegado. O esquema começou a ser investigado em janeiro, e a polícia descobriu que duas revendedoras de carros eram usadas para trazer os carros para o país, uma no Paraguai e outra em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná.
De acordo com Barbosa, os integrantes brasileirosda quadrilha estão foragidos, provavelmente no próprio Paraguai. O delegado revela que um dos carros apreendidos circulava no país havia cerca de três anos. Nesse período, o comprador pôde circular sem pagar qualquer tipo de taxa ou imposto e sem poder ser multado.
As investigações serão agora encaminhadas para a Polícia Federal por se tratar de um crime que era cometido em vários estados do país. “Acredito que esses carros estejam circulando em estados como Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal e Rio de Janeiro, além de São Paulo”, diz o delegado, que faz um alerta para que as pessoas denunciem carros suspeitos com placa do Paraguai.
Os carros circulavam pelo país com placas do Paraguai e não podiam ser responsabilizados por qualquer tipo de infração de trânsito no Brasil. Junto com o carro, a quadrilhafornecia aos compradores documentação falsa como registros de imóveis e habilitações do país vizinho. “Estávamos investigando uma quadrilha de roubo de carros e para nossa surpresa descobrimos um esquema com ramificações internacionais que leva os carros no sentido contrário”, afirma o delegado.
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Robinho, Arouca e Paulo Henrique (de costas) comemoram após o apito final no Pacaembu.
Foi sofrido. Muito sofrido. O 18º título paulistado Santos saiu a fórceps neste domingo, no Pacaembu. O time que deu show durante todo o Estadual teve de suar muito, mas confirmou o favoritismo e levantou o troféu após perder por 3 a 2 para o Santo André – mesmo placar da vitória santista no primeiro jogo. A vantagem de jogar por dois resultados iguais garantiu a conquista dos alvinegros, que terminaram a partida com oito jogadores em campo. Épico.
A marca de cem gols no ano foi atingida pelo time de Robinho, Neymar e, principalmente, Paulo Henrique Ganso - que foi um gigante na decisão e compensou, sozinho, a perda de Léo, Marquinhos e Brum, expulsos. Neymar marcou duas vezes para os santistas. Nunes, Alê e Branquinho fizeram para o Ramalhão, que, bravamente, caiu de pé.
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O Bope tomou sete favelas da Tijuca, onde será instalada uma Unidade de Polícia Pacificadora.
Policiais militares do Batalhão de Rocha Miranda e do Bope(Batalhão de Operações Especiais) estão, na manhã deste sábado (1), realizando uma operação no morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com os policiais, foram recebidas denúncias de moradores do local que, desde a noite desta sexta-feira (30), bandidos usando camisetas e coletes da Polícia Civil e fortemente armados estariam circulando na favela.
A PM também informou que acredita que os bandidos sejam do morro do Borel e que tenham ido para o Juramento depois da instalação da UPP (Unidade de PolíciaPacificadora) no morro da Tijuca.
Durante a operação houve troca de tiros e um bandido foi baleado, sendo socorrido e levado para o hospitalGetúlio Vargas. Até as 10h30, haviam sido apreendidas duas pistolas e uma grande quantidade de maconha.
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