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César Cielo se concentra para os 50m livre
César Cielo quase não conseguiu dormir. Estava agitado, com sono leve. Na manhã seguinte ao ouro e ao recorde mundial dos 100m livre, acordou às 6h30m (de Roma) e voltou à piscina do Foro Itálico. A prova agora era a sua preferida: os 50m livre. E Cielo se superou. Mesmo cansado, o campeão olímpico de Pequim derrubou a melhor marca do Mundial de Esportes Aquáticos: 21s37, apagando os 21s69 do sul-africano Roland Schoeman, tempo estabelecido no dia 30 de julho de 2005, em Montreal.
Nicholas dos Santos cravou 21s95 e avançou com a 13ª colocação. O grande rival de Cielo na prova, o francês Frederick Bousquet, ficou com o terceiro tempo, 21s63.
- Os 100m foram ótimos, mas nos 50m eu tenho que estar no meu melhor. Tenho que dar o máximo, não dá para brincar. Não quero ficar em nono e depois me arrepender. Então, eu vou tentar o meu máximo. A ideia é partir para cima mesmo – disse o campeão.
Cielo voltará ao Foro Itálico nesta sexta, para as semifinais. Logo depois, Henrique Barbosa disputará o ouro nos 200m peito.
- Eu consegui o que queria, que era entrar para a semifinal. Mas agora vou ter que nadar bem forte, porque o pessoal vai vir com tudo. É briga de gente grande mesmo. A prova será bem rápida – analisou Nicholas.
Cesão, como é chamado pelos companheiros da delegação brasileira, nadou na penúltima série. Tendo o compatriota Nicholas ao lado, o campeão olímpico não tomou conhecimento dos adversários e esteve sempre à frente. Fez uma excelente largada e, nos últimos 15m, percebendo que tinha folga sobre os rivais, segurou para não gastar todas as suas energias.
Após a prova, disse que tomou conta do que era seu. Contou que se esforçou, mas deu para respirar com tranquilidade. Em função disso, para as semifinais, Cielo promete fazer abaixo dos 21s, tempo que vem perseguindo há alguns meses.
- Os 50m são sempre os 50m. Hoje foi um pouquinho mais difícil, porque foi complicado baixar a adrenalina de ontem. Não foi fácil dormir. Tive um sono leve, acordei a noite inteira. Mas estou confiante, pois é uma ida só e quero passar da casa dos 21s. Nos 50m, é sair, dar o seu melhor e bater a mão na parede – disse Cesão, que conseguindo a façanha pode obter mais um recorde mundial (20s94).
Fonte Original: Globo Esporte
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Logo após receber a medalha, Felipe não segurou mais a emoção
Dos brasileiros que dão suas braçadas em Roma, Felipe França talvez tenha o temperamento mais fechado. O paulista de 22 anos é um homem de poucas palavras e raras manifestações de emoção. Até a hora de subir no pódio. Ao receber a medalha de prata dos 50m peito nesta quinta-feira, Felipe desabou. Literalmente. De joelhos no palanque, chorou copiosamente. Estava quebrado um jejum de 15 anos sem medalhas para a natação brasileira em Mundiais.
Na final da prova, mais uma vez o sul-africano estava no meio do caminho. A exemplo do que tinha acontecido nas semifinais, Felipe não conseguiu superar Cameron Van Der Burgh, que levou o ouro e bateu novamente o recorde mundial, com 26s67. Ainda assim, a prata do brasileiro, com 26s76, tem sabor de vitória e marca a primeira vez em que a bandeira do país aparece em uma cerimônia de premiação na piscina do Foro Itálico.
O bronze ficou com Mark Gangloff, dos Estados Unidos, com 26s86. O brasileiro João Júnior terminou em oitavo lugar, com o tempo de 27s31.
O Brasil soma duas medalhas no Mundial – a outra foi em mar aberto, o bronze histórico de Poliana Okimoto na maratona aquática.
- Foi difícil chegar à prata, mas foi muito bom, agradeço a Deus. Fui o primeiro a ganhar medalha depois de 15 anos, fico muito honrado e agradeço a todos que me ajudaram a chegar até aqui. Estou muito satisfeito com a prata, mas ainda quero o ouro – afirmou Felipe, que mais uma vez usou a touca branca com o nome de César Cielo.
Quase uma hora depois, o brasileiro subiu no pódio para a cerimônia de premiação, e aí não deu mais para segurar as lágrimas. Chorando sem parar, Felipe se ajoelhou após receber a medalha, enquanto amigos e parentes vibravam na arquibancada. Na hora da foto oficial, mais calmo, ele já tinha trocado o choro pelo sorriso.
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Poliana mostra a medalha de bronze
Poliana Okimoto entrou para a história do esporte nacional durante o Mundial de Esportes Aquáticos, disputado em Roma. Nesta terça-feira, Praia de Ostia, na Itália, ela conquistou o bronze na prova de 5km da maratona aquática, com o tempo de 56m59s3, e tornou-se a primeira brasileira a ganhar uma medalha na competição. Além disso, quebrou um jejum de 15 anos sem medalhas para o Brasil.
O último pódio do país foi em 1994, duas medalhas de bronze com Gustavo Borges, nos 100m livre, e o revezamento 4×100m livre com Fernando Scherer, Teófilo Ferreira, Gustavo e André Teixeira.
- É uma honra para mim quebrar esse jejum de 15 anos sem medalhas para toda a natação. Só nos últimos 200 metros que consegui ficar na briga pela medalha de bronze. Aí pensei que o Brasil é mais garra, é mais força e é assim que a gente tem que ser na prova – disse ela.
A australiana Melissa Gorman levou o ouro com 56m55s8, apenas meio segundo à frente da russa Larisa Ilchenko. A outra nadadora do Brasil na prova, Isabelle Longo, foi a 36ª colocada após cruzar a linha de chegada depois de 59m51s3.
A disputa das provas de maratona deveria ter acontecido no último domingo, mas o mau tempo nas praias da cidade italiana de Ostia, a poucos quilômetros de Roma, impediu a realização.
Na quarta-feira, Poliana voltará a entrar em ação. Será na prova de 10km, com largada feminina às 3h30m (de Brasília), e masculina às 7h. Ana Marcela Cunha, Allan do Carmo e Marcelo Romanelli vão competir. As provas dos 25km serão no dia 25, com os homens entrando no mar às 3h30m e as mulheres logo depois, às 3h40m.
Fonte Original: Globo Esporte
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