Primeiro, chamou atenção a fragilidade da defesa pelo lado esquerdo, com Felipe Melo, Michel Bastos e Juan sendo envolvidos pelo fraco ataque rival. E segundo Kaká jogou a partida inteira e, mesmo não tendo uma grande atuação, mostrou evolução, principalmente no segundo tempo.
O Brasil começou lento demais e teve trabalho no início, obrigando o goleiro Gomes a se destacar na partida. A seleção teve muita dificuldade na saída de jogo, especialmente com Felipe Melo, que errou muitos passes. Além disso, o lado esquerdo mostrou fragilidade. Michel Bastos foi mal na marcação e deu muito espaço, enquanto o mesmo Felipe Melo não foi eficiente na cobertura, parando a maioria das jogadas com falta, tanto que recebeu cartão amarelo ainda no primeiro tempo.
Outro que mostrou certo destempero foi o atacante Luís Fabiano, que deu um empurrão desnecessário no adversário na linha de fundo e só não foi expulso por se tratar de um amistoso. Além disso, o atacante rendeu abaixo do esperado e esteve longe de levar perigo para a defesa adversária, sendo substituído por Nilmar nos últimos 15 minutos de jogo.
Aos 9min, a Tanzânia assustou o Brasil em jogada rápida pela esquerda, nas costas de Michel Bastos. Ngassa tentou colocar por cima do goleiro Gomes, mas pegou fraco na bola e facilitou a defesa do brasileiro. Logo em seguida, aos 10min, o Brasil abriu o placar com Robinho, quando zagueiro africano tentou afastar, Kaká dividiu com ele e a bola sobrou na cara do gol para o camisa 11 brasileiro marcar. Os africanos reclamaram muito de que no lance anterior, quando começou a jogada, Robinho matou a bola no braço. O bandeira chegou a apontar a falta, mas o árbitro ignorou e deixou o jogo seguir.
Mesmo mostrando pouco empenho em atacar, aos 33min o Brasil ampliou, novamente com Robinho, que completou de cabeça o cruzamento de Michel Bastos.
“Quer saber como foi o segundo tempo?, continue lendo!”

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Até Mais.

Varejão ganha um abraço de Leandrinho
Foi uma sexta-feira diferente para o Brasil na Copa América. Fora do Coliseu Roberto Clemente, o céu estava azul no fim da tarde, apesar da ameaça da tempestade tropical Érika, que se aproximava de San Juan. Dentro da quadra, jogadores poupados e surpresas no quinteto titular. Só o que não mudou foi o resultado. Diante do Uruguai, a seleção de Moncho Monsalve conseguiu sua sétima vitória, por 82 a 62, e se manteve invicta.
Marcelinho foi o cestinha da partida com 23 pontos. Anderson Varejão, seu companheiro de equipe, fez 14 pontos e pegou 10 rebotes. Do lado uruguaio, Mauricio Aguiar marcou 18.
Na sexta-feira, o Brasil enfrenta Porto Rico às 22h (de Brasília), no encerramento da segunda fase. Os horários, no entanto, ainda podem mudar, por causa da chegada de Érika, que foi rebaixada de tempestade para depressão tropical. As mudanças devem ser anunciadas na manhã de sexta.
Com a derrota, o Uruguai está eliminado. Na melhor das hipóteses, haveria um empate triplo entre uruguaios, dominicanos e canadenses, mas a Celeste ficaria fora no saldo de pontos. Com Brasil, Porto Rico e Argentina classificados para o Mundial, a última vaga será decida na partida entre República Dominicana e Canadá.
O quinteto titular do Brasil contra o Uruguai tinha Diego Pinheiro e JP Batista, que vinham jogando pouco na Copa América. Ao lado deles, Anderson Varejão e os Marcelinhos Huertas e Machado. Leandrinho, com a mão machucada, e Tiago Splitter, que sofreu uma pancada no joelho contra o Canadá, estavam de uniforme no banco, mas foram poupados. Alex, com dores musculares, foi um mero espectador durante todo o primeiro tempo.
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Tiago Splitter se esforça para evitar uma cesta do Canadá
“Matar” os canadenses, como queria Moncho Monsalve, não foi uma missão das mais fáceis. Com a corda no pescoço na Copa América, os adversários do Brasil deram muito trabalho nesta quarta-feira, em San Juan, mas não a ponto de confiscar o passaporte verde-amarelo. Com a vitória por 68 a 59, a seleção de Moncho Monsalve enterra os rivais na Copa América e – o mais importante – garante uma das quatro vagas para o Mundial da Turquia em 2010.
A seleção volta à quadra nesta quinta, para enfrentar o Uruguai, já com a passagem à semifinal assegurada. A missão a partir de agora é manter o ritmo de vitórias e mirar no título da Copa América.
Se a ideia era “matar” o adversário, o primeiro passo era escolher as armas para a missão. E o Brasil escolheu Leandrinho. Ele foi o cestinha da partida: anotou 31 pontos. Pelo Canadá, o maior pontuador foi Levon Kandall, com 12.
Com a esposa Samara Felippo vendo tudo da arquibancada, o ala-armador começou a partida jogando praticamente sozinho. A seleção demorou a se encontrar, com as ações transcorrendo em ritmo de pelada. A defesa não funcionava tão bem como nos confrontos anteriores, e o Canadá ameaçava tomar o controle do placar. O camisa 10 não deixou.
Leandrinho fez duas cestas seguidas de três quando o Brasil perdia por 9 a 3 e manteve o ritmo nos minutos seguintes. A seleção virou o primeiro quarto na frente, com o placar de 18 a 15, sendo que 15 destes 18 pontos saíram pelas mãos do jogador do Phoenix Suns.
No início do segundo período, a defesa começou a se acertar. Moncho mandou Marcelinho Machado à quadra, no lugar de Alex, e colocou Giovannoni no lugar de Splitter quando o pivô sofreu uma falta e levou a mão ao joelho esquerdo. Foi apenas um susto, e Tiago nem precisou receber atendimento médico no banco. A diferença de sete pontos, no entanto, evaporou com duas bobeadas seguidas do Brasil.
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Em 100 metros, mais um show: Bolt cruza a linha de chegada bem antes dos adversários em Berlim
Durante 9s58, não houve sorrisos, gracinhas ou provocações. Neste domingo, Usain Bolt tinha um trabalho sério a fazer no Campeonato Mundial de Atletismo. No curto caminho que vai da largada à chegada, o jamaicano deu um tempo no bom humor, correu de cara fechada e tratou de manter o título de homem mais rápido do planeta. O velocista, que completa 23 anos na sexta-feira, antecipou a festa e se deu um presente duplo no Estádio Olímpico de Berlim: a medalha de ouro nos 100m rasos e o novo recorde mundial da prova.
O americano Tyson Gay chegou em segundo, 13 centésimos atrás de Bolt, com o tempo de 9s71 – recorde dos EUA. O também jamaicano Asafa Powell cruzou em terceiro, com 9s84.
O recorde mundial era do próprio Bolt, 9s69, conquistado nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado. Pelas condições da pista, com o piso mais macio, e pelos tempos dos corredores nas fases anteriores, a expectativa era de que ninguém conseguisse quebrar a marca no Campeonato Mundial. Bolt, mais uma vez, chocou o planeta.
A festa ficou para o fim da prova, quando ele explodiu em alegria, abriu o sorriso e até dançou com Asafa Powell.
- Tive uma boa execução, fiquei feliz. Eu sei que posso correr rápido, e tudo é possível. Não costumo colocar muita pressão em cima de mim. Foi muito bom, fiquei satisfeito – afirmou Bolt, em entrevista concedida ao SporTV após a prova.
Antes da competição, o jamaicano parecia relaxado. Na apresentação para as câmeras, sorriu e apontou o braço para o céu, como sempre faz durante as competições. Na largada, no entanto, ele mostrou que não estava para brincadeira. Logo após a partida, Bolt se distanciou de Gay, que largou mal. Nos primeiros metros, a vitória já parecia mais do que assegurada.
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