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O corpo da médica de 39 anos que foi encontrada morta na quinta-feira (6), na Bahia, foi levado para ser sepultado em um cemitério de São Paulo às 6h deste sábado (8). O enterro será feito às 17h no Cemitério Municipal de São Sebastião da Grama (SP).
Segundo informações do Cemitério do Campo Santo, em Salvador, o corpo foi retirado do local, onde ocorreu o velório, e levado para o Aeroporto Internacional de Salvador.
O corpo da vítima chegou a São Paulo por volta das 9h30, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, de onde é levado para a cidade do interior paulista.
Apuração:
A polícia investiga a morte da médica. A suspeita é que ela e a filha tenham sido sequestradas depois que saíram de um shopping, onde foram fazer compras para o Dia dos Pais.
Ela e a filha desapareceram na manhã de quinta-feira. O carro foi encontrado perto da BR-374 por volta das 15h, com a menina. Horas depois, o corpo da médica foi achado em uma estrada de terra.
A criança passou a tarde em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e só voltou para casa à noite, nos braços do pai.
Apenas a carteira da médica foi roubada. Joias e outros objetos de valor ficaram dentro do carro. A polícia ainda não sabe quantos criminosos participaram do sequestro e do assassinato.
Fonte Original: G1 Brasil
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O tufão Morakot, o oitavo a atingir a China durante a temporada do verão (hemisfério norte), se dirige para o litoral do país, após ter deixado pelo menos seis pessoas mortas ou desaparecidas e outras 12 feridas na ilha de Taiwan.
Morakot, que significa esmeralda em tailandês, chegou à ilha de Taiwan na noite de sexta-feira (7), onde atingiu veículos e cortou o fornecimento elétrico, informou hoje a agência oficial de notícias “Xinhua”. No leste da China, as províncias de Fujian e Zhejiang se preparam para se proteger do fenômeno, que deve chegar à região na tarde de hoje (hora local).
O tufão deve se transformar em uma tempestade tropical antes de chegar ao litoral chinês, mas esta manhã ainda registrava ventos de 137 km/h, e avançava em direção noroeste. Em Fujian são registradas há horas chuvas torrenciais na capital, Fuzhou, onde os moradores se refugiaram em suas casas e as estradas estão vazias, depois que os campos de cultivo se inundaram.
Em Zhejiang, as chuvas atingem os 110 milímetros no distrito de Cangnan, e em toda a província 300 mil moradores e turistas foram retirados e 30 mil navios chamados a porto. Mais de 50 mil soldados estão preparados para trabalhos de emergência na província perante a chegada do Morakot.
O Morakot atingirá a China depois que a tempestade tropical Goni deixou um morto e 100 marinheiros desaparecidos na ilha de Hainan, sul.
Fonte Original: G1 Mundo
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Sheilla, que foi a maior pontuadora da seleção brasileira, vence o bloqueio polonês
Não foi como nas quatro partidas anteriores, mas a seleção brasileira feminina manteve a invencibilidade e a liderança na classificação geral do Grand Prix com uma vitória de três sets a um sobre a Polônia, em Macau, na madrugada deste sábado (no horário de Brasília), com parciais de 25/22, 25/09, 13/25 e 25/15, em 1h30m de jogo. Na partida em que o Brasil perdeu seu primeiro set na competição, o grande destaque da equipe do técnico José Roberto Guimarães foi Sheilla, que fez 18 pontos, sendo 16 de ataque e dois de bloqueio.
O jogo começou equilibrado, mas logo a seleção brasileira conseguiu tomar a dianteira e foi para a primeira parada técnica com 8 a 4 a seu favor. As campeãs olímpicas mantiveram a boa vantagem em 11 a 7, mas permitiram a reação das polonesas, que empataram em 15 a 15. O Brasil, que tinha Natália como destaque, porém, conseguiu ir para a segunda parada com vantagem de 16 a 15.
O técnico José Roberto Guimarães conseguiu acertar sua equipe, que deslanchou no placar e foi a 19 a 15 e depois a 21 a 16. O time brasileiro perdeu um pouco a concentração e permitiu que as adversárias encostassem no placar (22 a 20), mas o Brasil, com um ponto de Sheilla e um bloqueio deThaísa, acabou fechando em 25 a 22 o primeiro set, em 23 minutos.
O Brasil continuou na dianteira do placar no segundo set, em que a Polônia ainda perdeu seus dois primeiros pontos por ter errado no rodízio quando estava perdendo por 5 a 2. A seleção brasileira permitiu novamente a reação da Polônia. No entanto, as brasileiras foram para a primeira parada técnica do set com 8 a 5 a seu favor. Na volta à quadra, as campeãs olímpicas voltaram a mostrar sua superioridade e chegaram a 16 a 6 antes da segunda parada. A partida ficou fácil e o Brasil fechou o set com acachapantes 25 a 9, em 25 minutos.
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Kaká se esforça contra a marcação. Brasileiro teve estreia razoável pelo Real Madrid
Contratado há dois meses pelo Real Madrid, Kaká fez nesta sexta-feira sua estreia pelo clube espanhol. O camisa 8 atuou nos primeiros 45 minutos da vitória merengue sobre o Toronto FC, em amistoso disputado diante de 22 mil pessoas no estádio BMO Field, em Toronto. Raúl (dois), Cristiano Ronaldo, Benzema e Robben fizeram os gols dos 5 a 1 do Real Madrid. Gala descontou.
Apesar de não ter sido brilhante, Kaká contribuiu consideravelmente para o setor ofensivo do Real enquanto esteve em campo. Foi a primeira vez que os novos galácticos Cristiano Ronaldo, Benzema e Kaká jogaram juntos. O quarteto ofensivo foi completado por Raúl.
O brasileiro teve mais recuados os volantes Lass Diarra e Guti. Kaká exerceu função de ligação com o ataque, formado por Raúl e Benzema. Cristiano Ronaldo atuou aberto pelo lado esquerdo.
Sem forçar muito, o Real Madrid mostrou logo que era imensamente superior ao time do Toronto FC, que tinha em De Rosario seu maior destaque. Ainda antes de abrir o placar, o Real reclamou de um pênalti sofrido por Kaká que a arbitragem ignorou. Aos 12 minutos, aconteceu o primeiro gol. Após boa jogada de Cristiano Ronaldo e Benzema pela esquerda, Kaká recebeu na área e bateu para o gol. A bola carambolou na zaga e sobrou para Raúl, que cortou para a direita e soltou a bomba. A bola ainda bateu no travessão antes de entrar.
Em vantagem, o Real seguiu senhor da partida. O segundo gol aconteceu aos 17 minutos. Cristiano Ronaldo tabelou com Benzema e recebeu livre no lado esquerdo da área. O português soltou a bomba e fez 2 a 0.
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Maurício dá aula de inglês para a filha Gabriela, de 9 anos
Já imaginou levar uma bronca do pai em casa e chegar na escola e encontrá-lo pelos corredores? A ideia pode assustar alguns, mas a convivência extra é vista mais como um ponto positivo do que negativo pelos pais e filhos ouvidos.
Às vésperas do Dia dos Pais, comemorado no domingo (9), professores dos próprios filhos contam como é a relação na sala de aula e o que muda fora dela.
Murilo, por exemplo, aos 14 anos, ainda não se cansou das aulas de educação física do pai, mesmo após seis anos de encontros nas quadras da Escola Positivo, em Curitiba. “Ele é um professor bem legal e todos os meus amigos gostam dele. Fico orgulhoso. Se ele fosse chato, iria sobrar para mim”, diz.
No entanto, se hoje essa rotina é tranquila, foi porque houve muita conversa antes. Logo no início, Murilo chorava quando o seu time perdia o jogo. “Ele era muito novinho ainda para entender e achava que deveria ter algum privilégio por ser filho do professor”, conta Mauricio Delattre, 36 anos, rindo.
“Depois, ele passou a encarar a situação de uma forma mais natural e nunca mais tivemos problema. Às vezes, cobro mais dele do que dos outros alunos para dar o exemplo.”
Este ano será o último em que Mauricio dará aula para o filho. “Estou com saudade desde já. Vou sentir falta, mas vai ser bom para ele conhecer outros professores”, diz, resignado.
No caso de Jorge Silvino da Cunha Neto, a situação foi vivida em dose tripla. Professor de ensino religioso do Colégio Santo Américo, em São Paulo, ele já deu aula para uma filha e, atualmente, outros dois filhos são seus alunos.
“Foi interessante. Cada um reagiu de um jeito. Um tentava ser o mais aplicado da turma, outro ficou mais retraído e o terceiro levava as aulas da mesma maneira que os colegas”, afirma. “Mas sempre foi muito gostoso, além de ser um privilégio conviver com os filhos num ambiente acadêmico.”
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Nomeações de funcionários por meio de “atos secretos”, imóveis funcionais cedidos a parentes e mansões não declaradas, acusações de nepotismo, bate-bocas no plenário, tudo isso tendo como pano de fundo as eleições presidenciais de 2010. Se já é difícil para um brasileiro acompanhar a avalanche de denúncias que atinge o Senado, para estrangeiros, ‘traduzir’ a crise é quase uma missão impossível.
Para alguns destes estrangeiros que acompanham atentamente a política brasileira, isso ocorre porque muitos dos elementos envolvidos do mais recente “escândalo que pode paralisar o governo Lula”, como descreveu em edição desta sexta-feira (7) o “New York Times”, são próprios da cultura local.
“O Congresso americano não tem um [José] Sarney. Isso é inédito, só existe no Brasil”, diz o cientista política da UnB (Universidade de Brasília) David Fleischer, norte-americano que vive no país há 47 anos. Segundo ele, mesmo no Brasil não há caso em que um ex-presidente tenha se tornado chefe do Poder Legislativo – no caso de Sarney, alvo principal dos atuais escândalos, pela segunda vez.
Para além dos infindáveis mandatos brasileiros, no entanto, o cientista político vê no discurso do presidente do Senado esta semana – em acusou todos os demais parlamentares a de terem cometido atos semelhantes aos seus – como reflexo de uma cultura política à brasileira.
“Não tem nenhum brasileiro que talvez não cavasse um emprego para um neto ou neta. Isso é muito comum na cultura brasileira”, diz o professor da UnB. Ele lembra que o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, logo ao assumir, nomeou o filho para titular da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Pernambuco.
Embora admita que escândalos não sejam exclusividade do Parlamento brasileiro, Fleischer vê na mistura entre público e privado e nos privilégios de que gozam os congressistas fatores que dificultam o entendimento da crise no exterior.
“Deputados e senadores americanos já foram mandados para a prisão. Todas essas maracutaias, o americano conhece. Mas lá, o sujeito não tem fórum especial [para ser julgado]. É um pouco difícil para o povo americano entender”, afirma o professor, responsável pela edição da newsletter semanal Brasil Focus.
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Maioria das gestantes doentes se recupera e passa bem
Gestantes infectadas pelo vírus da nova gripe ouvidas relatam sintomas leves e recuperação tranquila, apesar do susto.
Segundo especialistas, a maioria das pessoas que pegam a nova gripe, incluindo as gestantes, tem sintomas leves e se recupera totalmente. Mesmo entre os casos graves, a maior parte não é fatal, afirma o infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde (referentes ao período entre 25 de abril e 1º de agosto), 96 pessoas morreram da nova gripe no Brasil. Dessas, 52 eram mulheres, dentre as quais 14 gestantes (pouco menos de um terço dos óbitos entre mulheres).
O número de fatalidades entre grávidas, que os médicos admitiram estar alto para suas expectativas, assusta quem está esperando um filho.
A engenheira civil Jocelina Santos de Paula, de 32 anos, estava grávida de 14 semanas quando começou a manifestar os sintomas da gripe A (H1N1), em 28 de julho.
“Comecei a espirrar no primeiro dia. No dia seguinte, acordei com febre e continuei espirrando muito. Decidi ir ao médico e fiz o exame laboratorial para a nova gripe. O resultado saiu em menos de dois dias com a confirmação para o vírus,” afirma.
Enquanto aguardava o resultado, ela tentou manter uma rotina normal. “Até fui para a Festa de Nossa Senhora Achiropita, mas fiquei em uma barraca o mais isolada possível. Mesmo assim, não dava para curtir muito”, conta a engenheira.
Após a confirmação do contágio, a família ficou sob monitoramento domiciliar. “Por sorte, meu marido e meus parentes não tiveram sintomas e estão bem. Fiquei aliviada porque minha recuperação foi rápida e sem maiores problemas”, diz ela.
A jornalista Andreza Emília Marino, de 30 anos e grávida de 8 meses, disseque os sintomas começaram a com a dor de garganta leve no dia 26 de julho. “Eu comentei com o meu obstetra [sobre os sintomas], ele disse que a gente não podia bobear, então me mandou para um hospital de referência”, conta.
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Equipes médicas em ambulâncias têm sido alvos constantes das ameaças de traficantes
Empresas do setor de saúde do Rio decidiram criar um manual de treinamento para evitar o sequestro de equipes médicas por traficantes. As quadrilhas, que já montaram enfermarias e estocaram materiais para cirurgias e curativos, levam inclusive ambulâncias para atender criminosos baleados ou doentes dentro das favelas.
Como medida de precaução, as companhias orientam os funcionários a desligarem a sirene, os faróis altos e não utilizarem os rádios. A ajuda de familiares do paciente, que acompanham as equipes, também faz parte do manual.
Um técnico de enfermagem, que trabalha no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste, e em uma empresa de remoção, foi uma das vítimas de ataques de criminosos. Depois de socorrer um traficante baleado na favela Cesarão, sob a mira de fuzis, foi obrigado a visitá-lo todos os dias para fazer curativos.
“Meu medo era alguém descobrir e denunciar à polícia. Fiquei quase dois meses sem conseguir dormir e sem tranquilidade para trabalhar direito. Quando eu deixava a casa, eles repetiam as ameaças, dizendo que sabiam onde eu morava e conheciam o colégio dos meus filhos. Era um terror”, conta.
Com mais de 15 anos de experiência, o capitão do Corpo de Bombeiros e diretor médico da empresa Toesa Service, André Luís Morais, reconhece a dificuldade das equipes em trabalhar nas áreas de riscos para fazer remoções ou atender os pacientes.
“Onde impera o tráfico, é difícil entrar. E, em outros casos, o profissional é ameaçado e obrigado a socorrer criminosos feridos”, revela o cardiologista, que também coordena a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) Campo Grande II, região cercada por redutos do tráfico.
Sequestro e ameaças:
“Eles chegam a sequestrar profissionais da área médica para forçar a atender nas miniclínicas improvisadas dentro das favelas. Essas pessoas, principalmente as que moram nas comunidades, sofrem ameaças, constrangimentos e, em geral, não têm coragem de registrar queixa nas delegacias, claro. Já tive casos de muitos enfermeiros justificarem que se atrasavam porque eram obrigados a fazer curativos em criminosos feridos”, afirma o cardiologista.
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